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terça-feira, janeiro 26, 2010

O coração do moço.

É de longe que vem
Aquele
Cujo coração não sabe ao certo
De quem realmente ele é
Será que é de uma moça que o jurou guardar pra sempre
Será que é da moça que mora longe
Será que é da criança que não sabe o que quer.

Não há tristeza nem remorso nesse moço
Que jura todos os dias o coração
A moça que ele não conhece
E a outra moça, que o tem dentro
Não sabe o que ele tem dentro de si.

E agora parece que a moça que mora longe
Não sabe mais o que é que significa
Não compreende o porque é que duas moças
Gostam do mesmo moço.

Agora então a primeira moça
Deverá ser do moço.

O moço deixará o sentimento
pela moça que mora longe
Morrer?
Será que a moça da sacada sabe?
Será que a moça do tempo sabe?
Será que a moça da loja sabe?
Será que a moça que mora perto sabe?
Será que o moço sabe?

A verdade é que o moço não sabe.

A moça que mora longe resolveu ficar longe.
Porque não vai morrer essa vontade de ver o rapaz
E ela não vai vê-lo
Não hoje
Não amanhã
Não depois.
Não há felicidade nos traços da moça
Ela não pertence a lugar algum
Que não seja dentro dela mesma.

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